terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Número de infartos em jovens com menos de 30 anos cresce 12%

Rio - Um coração infartado antes dos 30 anos de idade, em maioria dos casos, bate no peito de um homem, estressado, fumante, sedentário e com hábitos alimentares nada saudáveis. Este coquetel de fatores de risco, define o diretor da Sociedade de Cardiologia de São Paulo (Socesp) Rui Ramos, é a locomotiva para os infartos na faixa-etária entre 15 e 29 anos terem crescido 12% no último ano.
Levantamento feito no banco de dados dos hospitais públicos e privados do Brasil – chamado DataSus - mostra que entre janeiro e setembro de 2011 (último mês disponível) foram 589 internações por infarto neste recorte etário. No mesmo período de 2010, estão registradas 526 notificações.
São Paulo (160 casos), Minas Gerais (86), Rio de Janeiro (59) e Rio Grande do Sul (39) lideram o ranking de Estados com o maior número de pacientes acometidos, mais um indício de que as panes cardíacas precoces são impulsionadas pelo comportamento nocivo típico das grandes metrópoles.
Ramos ressalta que os genes ruins - passados de geração para geração - influenciam na pane cardíaca precoce. Mas se tiver que escolher um vilão para aproximar o infarto antes do 30º aniversário, o médico fala sem titubear que o nome dele é cigarro.



Drogas

Para completar o cenário de fatores de risco para o coração jovem infartar, os médicos citam as drogas, em especial o ecstasy, a cocaína e o álcool (consumidos, em maioria, simultaneamente). Pesquisadores da escola de saúde de Harvard já detectaram que um em cada cinco pacientes usou entorpecente horas antes de enfrentar este evento cardiovascular.

Fisiologicamente, a cocaína e os comprimidos sintéticos aceleram os batimentos cardíacos e diminuem a capacidade do músculo do coração de dilatar e contrair, o que acelera o processo de infarto.


Fonte: Fernanda Aranda, do IG

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