RIO - Eles são aficionados por videogames, passam horas no bate-papo virtual com os amigos, vivem tirando fotos com a câmera do celular, cuidam de animais de estimação, vão à praia e ao shopping nos fins de semana como qualquer criança e adolescente com idades entre 10 e 15 anos. Quando o assunto é consumo, porém, eles assumem ares e atitudes de gente grande. Em algumas situações, chegam a superar os adultos, exigindo descontos para pagamento à vista, pesquisando preços e calculando juros de financiamentos.
Nascidos depois do Plano Real — criado no governo Itamar Franco em 1994 pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso — esses jovens crescem num Brasil com inflação sob controle e farto em mercadorias do mundo inteiro.
Para essa nova geração, "domar o monstro" da hiperinflação e aguardar com ansiedade produtos vindos do exterior são desafios, definitivamente, ultrapassados. A busca agora é por produtos de qualidade a preço justo. De preferência, que contribuam com a saúde e a sustentabilidade ambiental.
No setor de eletrônicos, Marcelo Paulon, de 15 anos, observa um notebook. Ele tira do bolso da calça jeans o celular, acessa o ícone calculadora e verifica se a oferta anunciada vale realmente a pena. Se fosse comprar, aquela seria, sim, uma boa opção. O consumidor, no entanto, deve evitar algumas "armadilhas" do mercado, especialmente as compras por impulso, ensina o adolescente:
Você vê num grande cartaz de uma loja um produto em tantas vezes sem juros no cartão de crédito e acaba comprando. As pessoas, em geral, só se preocupam com o valor da prestação. Deixam de observar o custo total do produto.
Fonte: O Globo
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