sábado, 17 de dezembro de 2011

Escolas já fazem seguro contra casos de bullying


             Modalidade é usada para indenizar alunos que vão à Justiça


Rio - Dos bancos escolares para os tribunais e, agora, na cartilha de todo corretor bem-informado. O bullying, termo que designa violência física ou psicológica contra estudantes na unidade de ensino, tornou-se tema tão recorrente de ações judiciais que colégios começam a investir a partir de R$ 3 mil por ano em seguro só para pagar indenizações.

No Rio, onde a Justiça condenou o tradicional Colégio Nossa Senhora da Piedade, no Encantado, a dar R$ 35 mil à família de ex-aluna da instituição, que apela em última instância, vários estabelecimentos já procuram se prevenir. Lançado pela ACE Seguradora, o produto pode ser contratado por universidades, colégios e escolas de idiomas para garantir recursos na defesa jurídica de funcionários e indenização a vítimas de bullying, violência, danos morais e materiais.

Polêmico, o instrumento divide opiniões. Enquanto educadores temem que seja gerada uma indústria de indenizações, a seguradora defende-o como “necessária ferramenta de gerenciamento de riscos”.

“O novo Código Civil entende que a escola é responsável pela reparação civil de seus estudantes. Nosso objetivo é dar proteção ao patrimônio”, ressalta o chefe de Responsabilidade Civil Profissional da ACE, Rodrigo Granetto, que mantém em sigilo as escolas seguradas.

Para outros, no entanto, o novo seguro representa perigo. “Há risco de decretações de sentenças muito altas, o que pode obrigar o fechamento de escolas, que, com condenações recorrentes, ficarão com imagem arranhada”, alerta o psicólogo Dirceu Moreira e autor do livro ‘Transtorno do assédio moral/bullying: a violência silenciosa. “Será que pais, professores e juízes sabem diferenciar o que é brincadeira de criança e o que é bullying?”, questiona.
Fonte: O Dia

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